PROJECTO MEMÓRIA MACAENSE
Boletim da Casa de Macau do Rio de Janeiro

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Para adaptar o Boletim da Casa de Macau do Rio de Janeiro - Brasil  visando a publicação neste Site, o seu formato e disposição sofreu alteração automática pelo programa do Servidor, e se o visualizar distorcido, é por minha culpa.  Desde já peço desculpas à C.M.R.J.  Caso queira receber a versão original do Boletim por e.mail, escreva para casademacau@easynet.com.br
O esforço de estreitamento de amizade entre as Comunidades Macaenses de S.Paulo e R.Janeiro, praticado durante a gestão da qual fui diretor cultural da Casa de Macau, continua neste Site, motivo desta publicação do Boletim.

                 Boletim Informativo no 58                    

Ano IX                       Abr/Mai/Jun 2003

Casa de Macau

                                 Rio de Janeiro

                         Fundada em 23 de junho de 1991

                                                          Sede Própria

 



MÃE LUGAR CATIVO EM NOSSOS CORAÇÕES

Ser mulher é quase Divino, chega a ser um ser livre, de personalidade própria. Diferente do homem biológica e emocionalmente, é igual a ele em múltiplos aspectos principalmente como pessoa humana.

Sintetizando a história da criação do homem, o autor Sagrado frisa a igualdade fundamental entre homem e mulher.Deus criou o homem e não o varão à sua imagem. Juntos, homem e mulher os dois receberão a benção, dominarão a terra e serão felizes.

A mulher se apresenta igual ao homem, semelhante a Deus assim como Deus cria vidas, assim também a mulher transmite novas vidas.Deus não extraiu Eva da cabeça de Adão para ela não ser superior a ele, nem do pé para não ser inferior, mas, a extraiu do lado do varão, igual a ele.Num mundo em que tanto se fala da libertação feminina, a Virgem de Nazaré pode ser lembrada como aquela pia criatura maior da história, não porque foi predestinada, mas porque assumiu com consciência clara sua missão em favor dos homens.

Essa missão assumiu dela renúncia, mas é precisamente por esta coragem que o mundo recordará sempre sua história que repete o destino de cada mulher.Ser mulher é para a humanidade ser um empenho e uma missão. Por isso ela é Mãe, a maior dádiva que Deus deu ao homem.

(Chico)

Comemoração do Dia das Mães

 

Com a ajuda dos nossos associados pudemos oferecer uma bela festa no dia 18/05, quando prestamos justa homenagem às nossas Mães.

Desta vez Acaio preparou um Angu à Baiana, como prato principal, além de frango ao curry e o nosso saudoso minchi.

Um fato interessante aconteceu com o sorteio efetuado através do nosso bingo. Uma associada foi contemplada por três vezes seguidas. Esta sorte nunca tinha acontecido antes. Parabéns á Natalia Carion.

 

Obras na Casa de Macau

 

A nossa sede vai entrar em obras. Até setembro, deverão ficar prontas as nossas novas instalações no andar térreo: nova cozinha, novos banheiros e novo salão, bem mais amplo, onde nossas festas acontecerão com mais conforto para todos.

Os custos estão estimados em R$ 35 mil, recursos oriundos das nossas reservas.

Aproveitamos para pedir a todos os associados uma maior colaboração para a pontualidade do pagamento das mensalidades, pois dependemos muito destes recursos, que embora pequenos, é de grande importância para o nosso dia a dia.

 

Eleições

 

Lembramos a todos que neste ano teremos eleições para Presidente e Tesoureiro. A nosso corpo social deverá estar preparado para escolher quem irá dirigir a Casa pelos próximos três anos. È importante verificar se estão em dia com as obrigações sociais, isto é, com as mensalidades pagas, pois é condição básica para poder votar.

Existe ainda muito trabalho a ser feito na nossa Casa e é necessário que mais pessoas se interessem a ajudar a dirigir a nossa associação, dentro dos princípios para os quais ela foi fundada: congregar os macaeenses para preservar nossa cultura.

 

Festa de XII aniversário e Dia de Macau será realizada nos dias 28 e 29 Junho

 

Neste ano a comemoração do aniversário da nossa Associação e do Dia de Macau foi realizada em Resende, nos dias 28 e 29 de junho. A festa aconteceu na casa do nosso vice-presidente, Acaio.

A Direção da Casa de Macau quer de público fazer os agradecimentos ao Acaio e sua família pela gentileza de ceder sua casa para a nosso comemoração.

(continua na página 02)

Nesta Edição

Pag

Festa do Dias das Mães

1/5/6

Eleições

1

Aniversariantes

2

Notícias de Macau

3

Casa de Macau

Rio de Janeiro

 

Diretoria 2000 a 2003

Presidente - Francisco Xavier Rodrigues

Vice-Presidente - Alberto Carlos Paes D'Assumpção

Secretário Geral Fernando de Oliveira Pina

Diretor Financeiro - Luís Felipe Paes DAssumpção

Diretor Social e Esportivo - Pedro Paulo de Almeida

Diretor Cultural - Mário António Collaço Carion

Diretor de Patrimônio João Pedro S.F.C. Nolasco da Silva

 

Conselho Fiscal

Eduardo Augusto Carion

José Augusto da Costa Pina

Luís Alberto da Silva Pedruco

 

Sócios Fundadores

 

ALBERTO F. DOS SANTOS GOMES

VALEXANDRE MARIA RODRIGUES

AMÉRICO MACHADO DE MENDONÇA

ANGELA ARIANA  MADEIRA R. BRANCO

ANTÓNIO BRUNO MACHADO DE MENDONÇA

ANTONIO L. A. LOPES

AUGUSTO EDUARDO CARION

AUGUSTO FERREIRA DA COSTA PINA

CARLOS JORGE AIROSA BRANCO

CHRISTINA MARIA FÁTIMA LOPES KOW

DEREK IGOR DE ALMEIDA

FERNANDO DE OLIVEIRA PINA

FRANCISCO XAVIER RODRIGUES

ILDA MARQUES

VJOÃO ALBERTO CANAVARRO NOLASCO DA SILVA

JOSÉ AUGUSTO DA COSTA PINA

LÍDIA FRANCISCA T. JESUS LOPES MOURELLE

MARIA ALZIRA DA CONCEIÇÃO

MARIA FRANCISCA X. DO ESPÍRITO SANTO

MARIA JOSÉ DO ESPÍRITO SANTO FERREIRA

MÁRIO ANTÓNIO COLLAÇO CARION

PEDRO PAULO DE ALMEIDA

VROBERTO JOSÉ COLLAÇO ROLIZ

RENEÉ MARIA B.S.F. NOLASCO DA SILVA

 

Sócios Beneméritos

 

Jorge A, H. Rangel

Vasco Rocha Vieira

 

Sócios Honorários

 

VAntónio Rodrigues Junior

Jacinto Placé

José Angelo Lobo do Amaral

Luiz de Oliveira Dias

 

Correspondência

 

Casa de Macau do Rio de Janeiro

Caixa Postal 7067 CEP 20232-970 Rio de Janeiro RJ  -  BRASIL

E-mail  casamacaurj@easynet.com.br

 

Endereço:

Rua Gonzaga Bastos, 325 - Vila Isabel

CEP  20541-000  Rio de Janeiro - RJ    BRASIL

Tel. :  55 21  2288-7225      FAX.:  55 21  2224-5306

 

 

Com a nossa sede em obras, a oferta do nosso associado Acaio foi muito oportuna e fundamental para que tivéssemos esta oportunidade.

 

Aniversariantes de Abr/Mai/Jun:

 

EDUARDO CARION

03

04

DANNIEL FERREIRA MAHER

04

04

NEUZA MARIA

05

04

LUIZA HELENA PADILHA M. MENDONÇA

16

04

MARIA LEONOR A. F. RODRIGUES DA SILVA

26

04

DENNY B. CARION

01

05

DEBORAH C. RODRIGUES

02

05

JOÃO PEDRO MARIA A. F. RODRIGUES DA SILVA

03

05

LEONA L. C. CARION

04

05

JULIA CARION

11

05

JOSÉ AUGUSTO DA COSTA PINA

21

05

VERA RAMOS PINA

25

05

LUIS ALBERTO DA SILVA PEDRUCO

12

06

JOSÉ V. P. DE AQUINO

14

06

ILDA MARQUES

19

06

DENISE CARVALHO NOLASCO DA SILVA

24

06

JOÃO AUGUSTO DE SOUTO PINA

25

06

JOSÉ MANUEL S.F.S. NOLASCO DA SILVA

28

06

PEDRO PAULO DE ALMEIDA

29

06

MARGARIDA MARIA DOS REMÉDIOS

30

06

 

Visitas de Casas de Macau

Uma delegação da Casa de Macau do Portugal estará visitando o Brasil, passando alguns dias na cidade do Rio de Janeiro. A chegada está prevista para o dia 26 de outubro

Também o Lusitano Club de USA visitará o Rio no princípio de Outubro, lá pelo dia 05 conforme informado por Nuno Cruz, coordenador do grupo.

A nossa associação estará aguardando a presença dos conterrâneos.

 

Nota de Falecimento

Faleceu em Macau no dia 27 de Março passado aos 79 anos o Comendador Joaquim Morais Alves, macaense de coração, natural de Vila Real. Chegou em Macau quando tinha 16 anos e aí ficou.

Figura de destaque da comunidade portuguesa de Macau, ocupou vários cargos importantes tanto no sector público como privado. Muito condecorado, incluindo a comenda e a medalha de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e também agraciado com título de Cidadão Emérito de Macau.

 

 

Lançamento de Site Macaense - Projecto Memória Macaense

Rogério dos Passos Dias da Luz, nosso conterrâneo e associado da Casa de Macau de São Paulo, está convidando a todos para visitar o seu novo Site - Projecto Memória Macaense. Segundo suas palavras, uma Página pessoal e independente, que neste momento, faço a divulgação ao público em geral. É um espaço de construção simples, mas feito com coração, para falar da nossa memória macaense.

O Site pretende ser para o visitante, um espaço participativo e tem como característica:

 

- A lealdade à bandeira do Leal Senado;

- Para ouvir: 2 canções dos The Thunders, Macau e A Minha Tristeza, e uma, Marcha Bombeiro do Trio Macaense;

- Fotografias antigas da nossa gente, dos anos 60 para trás, tiradas em Macau e Hong Kong;

- Fotografias de Macau dos anos 60 e 90;

- Artigos, opiniões e pensamentos, Fórum para sua opinião e debate, relacionados à nossa terra e a nossa gente.

 Esta pagina pode ser acessada através do seguinte endereço:

http://rpdluz.tripod.com/projecto_memoria_macaense

 

Ao Rogério nossos parabéns pela iniciativa.

 

Notícias de Macau

 

JTM 02/06/2003

TUNA NASCEU NA DÉCADA DE 60

A cultura macaense está a desaparecer

Estão a desaparecer as principais características da cultura macaense. Pelo menos, é esta a convicção de um dos seus maiores embaixadores, a Tuna Macaense, que hoje em dia vai tentando resistir à marca dos tempos

SÉRGIO TERRA

Falar de música em Macau, é falar de sons, de tradições, de sentimentos, mas também da Tuna Macaense, a quem não se pode escamotear um quinhão assinalável na divulgação do quotidiano das gentes de Macau. Das tunas que se formaram, sobretudo na década de 60, e que cresceram saudavelmente espicaçadas umas pelas outras, a Tuna de que se fala, pode orgulhar-se de ter sido a única a sobreviver a uma evolução social que parece querer absorver o que ainda resta da cultura e das tradições macaenses.

António Lopes, Rui Coelho, Agostinho Fernandes Nico, Carlos Pereira, Filomeno Jorge Russo, Jorge Quinho, Pedro dos Santos e Maria Carvalhal, não se resignaram a essa sorte madrasta e persistem em manter bem acesa a chama da música macaense. Quando lhes perguntamos o que os faz continuar, ano após ano, a resposta vem em uníssono: o convívio. O alegre convívio que recorda lembranças dos tempos passados e de uma herança cultural, que agora temem estar em via de extinção.

Podem-se ter tornado quase como que os restos mortais da música macaense, como nos diz Rui Coelho a par de António Lopes um dos decanos do grupo -, mas continuam bem vivos no coração e, ainda que cansados, afirmam-se dispostos a continuar até mais não poderem. Reforços seriam bem vindos, mas não encontram quem, entre a juventude, se predisponha a seguir-lhes as pegadas. Atrair os jovens para a nossa música é hoje cada vez mais difícil, porque a juventude de hoje tem outros interesses, dizem-nos.

Ponto de honra para a Tuna Macaense, é manter viva a tradição macaense, mesmo que a tarefa pareça cada vez mais herculiana. O grupo, que não mantem nenhum membro da sua formação original, tem ao longo da sua existência funcionado como embaixador da música macaense. Portugal, Espanha, EUA, Canadá, Coreia do Sul, China, Japão, Taiwan, Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia ou a Tailândia, são alguns dos exemplos onde a Tuna representou esta cultura tão própria, e que constitui um dos maiores símbolos da RAEM.

A vida artística do território tem sido marcada por um diálogo entre distintas culturas e pelo equilíbrio entre a tradição e a evolução. Não admira, talvez por isso, que a música da Tuna Macaense, seja precisamente um reflexo dessa atracção macaense pela diversidade, pelo convívio e pela permanente abertura a outros povos, culturas ou tradições. Pelos sons dos seus bandolins, violas, harmónicas ou maracas, chegam-nos sons e músicas - modernas ou tradicionais - em português, patuá, inglês ou mesmo japonês.

Cada vez mais se preocupam em tocar músicas típicas dos sítios em que actuam, não para fugir à tradição, mas porque temos que nos adaptar ao ambiente em que estamos , diz-nos Nico. Aprendemos muito com as tunas europeias e é sempre bom sair de Macau, para ver o que se faz lá fora, acrescenta Rui Coelho. E, como qualquer local parece ser bom para tocarem, lembram-nos que foi durante uma espera de cerca de sete horas no aeroporto londrino de Heathrow, que nasceu a Chuchumeca, para espanto, admiração e divertimento de quem passava.

A língua parece trazer também os seus engulhos, porque o tradicional dialecto patuá, que ainda dominam, é hoje apenas falado pelas velhas famílias macaenses, que assim aproveitam para recordar os velhos tempos. Não é o seu percurso musical que surge perturbado por não dominarem o chinês, mas sobretudo as suas vidas profissionais. A própria conciliação com as respectivas vidas familiares nem sempre é pacífica , e Quinho diz-nos que já teve que se retirar da cena musical, para poder acompanhar a educação da filha. Voltou, porque é divertido, embora seja preciso muita força de vontade, pois a seguir ao sol vem a chuva, acrescentou.

Pretendendo avançar para o seu terceiro disco, dizem precisar do apoio governamental para que a cultura se mantenha. Apoio não necessariamente financeiro, porque como fazem questão de salientar, mais do que o dinheiro, às vezes o mais importante é o incentivo para podermos avançar com as ideias. Até lá, continuarão decerto a representar o papel de ilustres representantes da música macaense no estrangeiro, muitas das vezes integrados em acções de promoção turística do território.

Uma coisa parece certa: no dia 10 de Junho, como é tradicional, lá estarão a tocar, a cantar e a conviver, como é da praxe, na residência do Cônsul-Geral de Portugal. Enquanto as forças o permitirem, muito da preservação da memória colectiva macaense passará certamente pela Tuna Macaense, cujos membros nos lembram que mais do que falar é preciso sentir.

 

31/5/2003

ORGANIZADA PELO SEXTO ANO CONSECUTIVO

Festa da Lusofonia vai custar um milhão e 200 mil patacas

Um milhão e 200 mil patacas vai ser a verba dispendida na edição deste ano da Festa da Lusofonia, a decorrer nos dias 14 e 15 de Junho, numa organização do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais

O IACM apresentou ontem o programa de actividades para a Festa da Lusofonia, que este ano se realiza pelo seu sexto ano consecutivo, numa organização que envolve verbas na ordem de um milhão e 200 mil patacas, dispondo contudo o Instituto de alguns patrocínios.

A zona do Carmo, na Taipa, vai uma vez mais ser o palco para este encontro dos lusofalantes da RAEM, no fim de semana de 14 e 15 de Junho. O evento, que o IACM entende como uma homenagem às comunidades de expressão portuguesa, faz já parte plena do calendário cultural de Macau, constituindo mais uma forma de fomentar a pluralidade cultural do território.

Jogos tradicionais, como as corrida de sacos, esquis ou andas, bem como a tracção à corda, matraquilhos, burro, pau de sebo, vólei de corda, tiro às latas e as argolas às garrafas, vão contribuir decerto para um ambiente festivo no Largo do Carmo, durante a tarde dos dois dias de duração do festival.

A gastronomia é porventura a componente mais atractiva do programa pelo que, durante todo o fim-de-semana, funcionará o habitual Restaurante de Gastronomia Lusófona, cuja ementa incluirá os pratos típicos das várias comunidades representadas. Toda a festa será acompanhada pelos microfones da Rádio Carmo, uma estação de rádio específica do festival, que dará voz aos acontecimentos que se forem realizando.

A música e a dança marcarão as noites do festival, com a presença de artistas convidados de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Hong Kong, para lá dos grupos da RAEM. A Escola Portuguesa estará particularmente activa, com actuações de canto, dança latina uma novidade e a dança tradicional. Também os mais pequenos, do Jardim de Infância Costa Nunes, irão fazer alarde das suas capacidades artísticas, assim como o grupo de dança da Escola Luso-Chinesa Tamagnini Barbosa.

Ópera chinesa em português, magia, danças e cantares de Goa, Damão e Diu e Macau ou as brasileiras samba e capoeira são outras das propostas apresentadas. Entre os artistas, surgem os nomes de Elvis de Macau, Tuna Macaense, Macau Connection, João Gomes & Grupo de Ligação, Banda Rock de Jovens, Miro & Friends, The Bridge ( banda jazz ), Elisa Chan ( de Hong Kong ), o guineense Juju e o português Nino.

A criação de um vídeo, a adaptação de música portuguesa à língua chinesa ou frases com aliteração e cacofonia, serão temas levados a concurso por parte da organização. Passeios a cavalo, insufláveis gigantes, expositores das comunidades lusófonas ou uma exposição sobre a arte religiosa da Companhia de Jesus, com peças da colecção particular de António Freitas provedor da Santa Casa da Misericórdia completam o rol de opções que vão procurar dar um colorido especial às festividades.

O programa, que se enquadra no mesmo espírito de anos anteriores, acabou inevitavelmente por sofrer alguns retoques em função dos efeitos da pneumonia atípica, directa ou indirectamente sentidos no território. Segundo Isabel Jorge, do Conselho de Administração do IACM, existiram alguns ajustamentos devido à SRAS, mas acabamos por contar com mais eventos do que aqueles que estavam planeados. Tivemos que encurtar alguns espectáculos, porque a participação era muita, especialmente de Macau. Alguns grupos portugueses, como os Santamaria e os Anjos, terão declinado os convites que lhes foram endereçados, facto que terá obrigado a organização a recorrer a outras alternativas.

Esperando uma grande adesão popular, entre turistas e locais,  esclareceu também que a prevenção da SRAS foi tida em devida conta no planeamento realizado. O facto de as actividades se realizarem ao ar livre e da própria Avenida da Praia ser uma zona muito arejada , parecem sossegar a administradora.

Isabel Jorge, aproveitou para se congratular com a grande adesão dos grupos de Macau e pela disponibilidade e empenho demonstrados pelas comunidades lusófonas na organização do evento. A Direcção dos Serviços de Turismo, o Instituto Português do Oriente e o Gabinete para a organização do Forum para a Cooperação Económica entre a China e os Países Lusófonos, também se farão representar no festival, segundo a mesma administradora.

O IACM conta com a vinda de alguns representantes dos países lusófonos ao festival, que ainda não tem confirmada a presença do Chefe do Executivo da RAEM, Edmund Ho, embora como admitiu Isabel Jorge, o convite formulado seja ainda muito recente.

 

30/05/2003

Programa do 10 de Junho

No dia 6 de Junho, sexta-feira, pelas 18:30 horas, foi inaugurada no Clube Militar, a exposição de fotografia Lugares e Memórias, de Joaquim de Castro, que reúne um conjunto de 25 fotografias, com imagens de espaços e marcas, remotas e recentes, da presença portuguesa em Oman, Myanmar (Birmânia), Malásia, Macau e Japão e estará patente ao público até dia 14 de Junho.

No dia 10 de Junho, pelas 9:30 horas, no Consulado Geral, aconteceram as cerimónias do Içar da Bandeira Portuguesa. Na mesma ocasião foi inaugurada uma exposição com os Cartazes do Dia 10 de Junho em Macau dos últimos 14 anos. A tradicional Romagem à Gruta de Camões, pelas 10:30 horas, contou com a presença de estudantes da RAEM que prestam homenagem ao Poeta recitando um poema e depositando flores junto ao busto.No final da tarde, na Residência Consular, terá lugar uma recepção à comunidade portuguesa do território.

 

Homus Macaense

Carlos Morais José

Pela história

Um sintomático artigo de opinião do Boletim Macaense da Casa de Macau de Vancouver dá como certa a extinção do Homo Macaense daqui por cinquenta anos. Por muito figurativo ou exagerado que possa parecer, e julgo ser essa a intenção do autor, a verdade é que, enquanto expressão física e cultural resultante de uma miscigenação, o homo macaense está, de facto, ameaçado.

Não sou macaense. Não estou em Macau há décadas. Mas considero-me já alguém plenamente integrado em Macau, tanto por vontade pessoal como por dever profissional. E, ao ler hoje as palavras aquele texto, que publicamos na página 11, senti como que um apelo dirigido a todos quantos têm na mão a possibilidade de fazer perdurar esta cultura, a macaense, e que pouco parecem fazer nesse sentido. Senti alguém a apelar ao sentido de responsabilidade de quem tem na mão a possibilidade e as armas para lutar pela construção de uma notoriedade reconhecida de uma etnia e que não o faz. O apelo a quem tem o privilégio de aqui viver e a hipótese de desenhar um projecto que permita manter vivos e palpáveis as manifestações de uma cultura, de uma comunidade, de uma gente única em todo o mundo. Mais portugueses ou mais chineses julgo ser indiferente. A verdade é que são macaenses e que devem afirmar a sua identidade cultural, pôr de lado receios ou qualquer dúvida e trabalhar para a edificação de algo.

Um alto responsável do IACM levantou o véu há uma semana nas páginas deste jornal. Deixou no ar a possibilidade de vir a existir um museu da cultura macaense. Um museu de tradições e manifestações de identidades, sejam elas físicas ou não. Algo que possa ser o espaço de materialização de uma comunidade que existe e que não quer desaparecer.

A iniciativa individual e associativa parece-me fundamental para o desenvolvimento de um projecto também ele fundamental. Julgo que neste ponto não existiriam entraves a um consenso. Julgo que todos, chineses e portugueses, percebemos o quão importante será, no futuro, a existência de marcas da existência. De pessoas, de jeitos, de palavras, de expressões, de hábitos, de sons, de cheiros, de tudo quanto possa caracterizar uma comunidade que existe porque chineses e portugueses aqui se encontraram. E a contribuição não passará, nunca, de gestos. Simples gestos.