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CASA DE MACAU DE SÃO PAULO COMEMOROU O DIA DE MACAU

CMSP - 2003
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Da esquerda, Francisco Inácio, Fernando Ramalho e esposa, esposa do Cônsul da China, Gilberto Silva (Pres.C.M.SP), Shen Quing-Cônsul da China, e Henriqueta da Silva.

CASA DE MACAU DE SÃO PAULO COMEMOROU O DIA DE MACAU
E COMUNICA AJUDA RECEBIDA PARA O SEU PROJECTO SOCIAL
 
Uma tradição mantida desde a sua fundação e considerado o principal evento da Associação, a Casa de Macau comemorou o Dia de Macau antecipadamente no Domingo do dia 22.
Compareceram à festa, cerca de 280 pessoas, entre associados, amigos e convidados.
Novamente, o evento nos mostrou de como a comunidade macaense se adapta com naturalidade às novas situações, sem no entanto ter que abandonar as suas tradições e costumes.
Nos novos tempos da era pós-transição, o Cônsul da R.P. da China  em São Paulo é convidado permanente para o evento, juntamente com as tradicionais autoridades e personalidades portuguesas.  A sabedoria chinesa e a tolerância cultural verificava-se no Cônsul pela sua descontração no convivio com a nossa comunidade, os nossos símbolos.  Percebia-se o "saber respeitar" as tradições e a identidade da Casa destes "Tou Sáng Chai" (filhos da terra).
Comida Macaense - Não podia faltar.  Foi servido Tacho (chau chau pele), Bife Báfa-Assá, Carril, Chau Min.  Para os associados, o almoço foi oferecido.
Convidados Especiais - A R.P.da China foi representada pelo Cônsul Geral, Shen Quing e esposa.  Por Portugal, Fernando Ramalho e esposa, representante do Conselho das Comunidades Luso-Brasileiras.
Discurso - O diretor presidente da Casa de Macau, Gilberto Quevedo da Silva, em seu discurso de saudação aos presentes e alusão à significativa data para a comunidade, fez importante revelação, significativa para as relações pós-transição da Casa de Macau.  
Apoio de Macau e Portugal - A Casa de Macau de São Paulo obtém ajuda da Fundação Macau para o seu projecto Residência (Lar),  descrita especificamente como "apoio à aquisição de equipamentos, decoração e despesas correntes do Clube de Lar dos Idosos".  Este apoio vem a somar ao prometido pela Fundação Oriente e o recebido da Fundação Jorge Álvares.

CMSP - 2003
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CLEMENTE BADARACO, ADALBERTO REMÉDIOS E MANUEL RAMOS, A FORMAÇÃO DO TRIO NO DIA. MÚSICAS E SAUDADES

CMSP - 2003
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CORAL DA CASA DE MACAU DE SÃO PAULO

Da esquerda, Elaine Prado, Mariazinha Lopes Carvalho, Grace Rosário, Telma Antunes Brito, Célia Luís, Branco, Judite Manhão, Felisberto Bañares, Edite Ritchie, Armando Ritchie, professor/maestro Rainer, Yolanda Luz Ramos, Clemente Badaraco, Rosa Cruz, Henriqueta Silva, Celeste Silva, Isabel Airosa, Nanete César e Dália Jorge Luz.

O SIMBOLISMO PELA MÚSICA
 
Explicar o que somos, os macaenses, pela música?  Cinco canções, cinco significados? A tarefa coube ao renovado Coral da Casa de Macau, regido soberbamente pelo maestro Rainer, um brasileiro, que podemos até chama-lo de naturalizado macaense.
O Coral começa pela canção "I Will Follow Him", em inglês, tenta explicar que a comunidade macaense também é composta por gente que somente fala o inglês, língua esta que era e é presença constante na nossa vida.  Em segundo, vem a canção "Aquarela Brasileira" ou mais conhecida como "Brasil".  Uma música para homenagear os Países que hospedam as comunidades macaenses, no nosso caso particular, o Brasil, acolhedor, de povo alegre, a maior comunidade de língua portuguesa.  Em terceiro, cantam "Ah Li Shan Di Ku Liang" em mandarim, apropriada para os tempos de pós-transição e para lembrar que costumes chineses também fazem parte da nossa vida.  Em quarto, como não podia faltar, "Macau Sã Assi" em patuá,  para lembrar as nossas tradições e costumes e afirmação da nossa identidade. Em quinto e por último, "Cantiga da Rua" em português, para lembrar a linda história da presença portuguesa em Macau por cerca de 420 anos.
"Certas canções me fazem lembrar de Macau", assim cantando, o Coral encerra a sua apresentação, muito aplaudido.

CMSP - 2003
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THE THUNDERS ANIMARAM A FESTA. CADA UM GUARDOU A SUA LÁGRIMA QUANDO CANTARAM "MACAU"

The Thunders: da esquerda, Alex Airosa-A Lou nos teclados, Rigoberto Rosário-Api na guitarra e Armando Sales Ritchie no baixo.

CMSP - 2003
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AS JOVENS DA CASA COM A SUA DANÇA DO LEQUE, QUE EMOCIONOU A PLATÉIA

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DNA. ALDA CARVALHO ÂNGELO EM 1998

Alda de Carvalho Ângelo

Fragmentos do Oriente
(contos, viagens, culinária)
um livro escrito e editado por uma macaense

Uma justa homenagem a uma macaense, que faz parte do grupo dos mais antigos imigrantes que vieram para São Paulo, Brasil.  O livro, editado em 1965, pelo visto às próprias custas,  foi uma forma encontrada para matar as saudades da terra e homenagear a falecida mãe Cândida Maria dos Remédios Carvalho.  A gravura da capa foi pintada em bico de pena pelo seu esposo Amílcar Ayala Orois Ângelo (em memória).
Alda foi a autora do livro "Taquigrafia Portuguesa Pitman", fez trabalhos em revistas e jornais de São Paulo e Rio e era membro de entidades de Escritores, Autores Teatrais e de Imprensa. Teve participação importante no cinema brasileiro, nos tempos dos Estúdios Vera Cruz, assim como, foi condecorada com medalhas, ganhas na literatura brasileira, numa ocasião por um ex-presidente do Brasil.   Descreve o seu livro como "rápidos apanhados da vida cotidiana, de usos e costumes, aspectos folclóricos (de Macau), bombardeamento de Hong Kong durante a 2ª Guerra, viagens e culinária chinesa e macaense, que, a traços largos através de contos e narrativas, são focalizados pela autora que é natural de Macau, colónia portuguesa ao sul da China, onde viveu durante trinta anos".
Lembro-me de uma época nos anos '70, em São Paulo, por ocasião das festas de final de ano, que era tradição a Dna. Alda preparar um almoço com a sua especialidade "Diabo" (uma delícia) para os macaenses, que lotavam o seu apartamento da Rua Abolição.  
À Dna. Alda, uma merecida homenagem que estava faltando.